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26.1.09

Olho abandonado


Pisca
Pisca

Olha
Olha
Se ver... Só
Chora por dentro
Suspira por fora

6.9.08

Sono

A noite caiu serena
Mergulhando o mundo na escuridão
Me envolvendo numa molhada solidão
Como são longas as noites
Como é difícil pegar no sono
Como é tardia a aurora
Como é frio meu cobertor
Como é que tudo ficou tão vazio, agora?
Isso não tem fim
*
SPP

2.7.08

LOVE IS GONE

FIM

Bem, é isto. Foi feito o que foi cumprido. Além do meu tempo ter diminuído. Além da minha paciência ter se rompido. Por mim, chega. Basta de tantas asneiras. Agora, ser evoluído usa máscaras. Uma pra cada dia da semana. Uma para cada pessoa, rua, casa. Sorriso na cara. Chega de anônimos, estranhos, conhecidos ou não. Faliu a empresa, as filiais, as multinacionais. Faliu meu coração. Que já não quer se mostrar a não ser pelo gesto que você nunca verá. A vela se apagou, na verdade acabou. Restou a parafina. Nada pode ser provado agora. Nada poderá ser negado. O que resta é a pura realidade, pura parafina. Nenhum lamento de menina persistirá a meia hora. Vamos dar o fora. Arranjar uma razão. Byby
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BLOG DETERMINANTEMENTE FECHADO

28.6.08

Êh

Aniversário é só um dia
E não necessariamente um dia bom
Contudo Feliz Aniversário
Para mim, para você
E para todos...
Obrigada

27.6.08

elepê

A tarde passa lenta
E eu passo só
E tudo que eu queria
É que você me telefonasse
Mas só a janela uiva, venta
E todo resto silencia
Qualquer esperança vira pó

Todo meu corpo se vicia
Em você, em seu gosto
E não paro de pensar em ti

Caso você ficasse
Caso você tentasse
Eu odeio você
Mas amo-te
Estou presa a ti
E já não consigo fingir
Como antes

O amor é um LP arranhado
Fica voltando em minha cabeça
Num ritmo encalhado
E eu cantarolando
A canção de ontem
*
SPP

23.6.08

De frente pro mar

Menina bonita
Prenda do meu coração
Nos meus caminhos
Que descaminham
Te encontrei
E perdi a razão
Agora a saudade me invade
E no meu peito bate
Um estalo de vontade
Que mato dançando um baião
De Gonzaguinha e Gonzagão
Num pagode Russo
Vou na ponta do pé
Vou remexendo
Requebrando
Sanfonando
Inté o sol raiá
Inté recuperar minha fé
Que está pra lá de Bagdá
Inté a sandália gastar
Inté chorar e sangrar
E a cada troca de passo
Olho o céu e peço
Um grande laço
Pra laçar você em mim
Pro meu coração bater mais forte
No ritmo de um xote
Bem colado e arrastado
Dois pra lá e dois pra cá
Com você aqui
Segurando a minha mão
De frente pro mar
*
SPP

20.6.08

Logo


precisando de endorfina
Um T.E.N.S.
Um analgésico
Um anestésico
Limpar minhas feridas
Lavar minha vida

13.6.08

Sentimento em Português


A saudade faz parte da vida de todos. Quem já não sentiu ou sente essa coisa que aperta e que nos acostumamos a chamar de saudade? Tanta gente já a descreveu, comentou, falou, viveu em tantas línguas, em tantos textos, de tantos jeitos, tantas maneiras distintas de retratar o mesmo sentimento, sentimento em português.
Mas não é que deveria existir uma gradação para o que chamamos de saudade! Sim porque, somos tão habituados a falar sobre esse sentimento que acabamos por banaliza-lo. Chegamos ao ponto de dizer que temos saudade de qualquer coisa e dessa forma, conseguimos viver muito bem sem aquela coisa de que temos saudade.
Deveria-se então, graduar a palavra saudade assim como graduamos a palavra amor. Ama-se de tantos jeitos possíveis! Um amigo, um irmão, um filho, um companheiro, uma história, um animal, um sabor, uma fruta, uma cor. Amamos tudo isso e de diversos maneiras diferentes. Daí eu só posso concluir que também sentimos saudade de muitos e muitos jeitos e que esses jeitos devem ser diferenciados, reconhecidos e justiçados.
Eu tenho saudade da menina que um dia fui, de um olhar que um dia eu tive. Tenho saudade do meu jardim e das fadas em que eu brincava. Tenho saudade de alguns amigos que se perderam no meu caminho, de algumas situações que já vivi, de gente que não vejo há muito tempo, de sentimentos que um dia tive, de cheiros que já senti. Mas isso é apenas saudade. Do tipo que aperta lá no fundo quando pensamos em algumas coisas. Mas um apertozinho com o qual podemos conviver e do qual muitas vezes nem tomamos conhecimento.
Mas tem um outro tipo de saudade e esse sim merece justiça. Aliás, mereceria um outro nome até, para ser realmente diferenciado. É aquele tipo de sentimento que dói. Dói ao ponto de se sentir dor física. A ponto de não se conseguir respirar às vezes, a ponto do mundo inteiro rodar e ficar escuro, a ponto de sentir frio, por fora e por dentro. É uma falta absurda. Que dilacera, que desorienta. Que deixa a gente infeliz.
Sabe, às vezes temos total consciência de algumas coisas. Racionalmente. E aí fazemos listas de prioridades e tentamos nos convencer de conveniências e necessidades. E tentamos, de verdade, todo dia, a todo momento, ignorar o grito surdo que brota de cada inspiração, de cada piscar de olhos, de cada gesto. Tentamos tocar a vida. Mas às vezes acordamos no meio da noite com a certeza de que aquilo é impossível e que não dá mais pra fazer de conta que não dói, simplesmente não conseguimos lidar com aquilo de um jeito "racional" e "razoável".
E nessas horas, por mais que não dê pra apagar a tristeza dos olhos, tentamos sorrir e fazer de conta que estamos bem. E quando nos perguntam o que temos, respondemos modestamente: "ah, é saudade", daquele jeito prosaico. E temos vontade de morrer em seguida, porque calamos mais uma vez o que tinha que ser dito.

12.6.08

Costura-se


"Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha
Pra mim"

7.6.08

Estrelas aladas

Me encontro na beira do mundo
Despejando meu leve canto
Como num encanto profundo
E me jogo também
Caindo
Lentamente, vou sentindo

O vento passando em meus cabelos
Meu corpo voando
Dançando a dor de meus lamentos
Será o silêncio
A voz triste do vento
Ou as memórias de ti
Presas no meu pensamento?
Deito cansada no céu
Avisto estrelas aladas
E no meu peito, oiço o bater de asas
De pequenas fadas
*
SPP

11.5.08

Mães


Feliz dias da mães!
Para todas aquelas que conhecem as alegrias da maternidade, um feliz dia.
Para a minha Mãe um grande, enorme Beijo.
*
"Amor maior que o de Mãe só o de Deus,
que deu uma para cada um de nós
e ainda a dele, para todos."

28.4.08

Lâmina


Trago a lâmina
*
Que cortará teus véus
*
Pra te deixar nua
*
Sob a luz da lua
*
E me levar aos céus
**
SPP

22.4.08

Decolagem

Na decolagem
O leitor embevecido
Talvez até ensurdecido
Disse nada além de balbucias
Indecifráveis
Enquanto eu, piloto
De primeira viagem
Fiz discurso fabuloso
Com muitas vírgulas, exclamações
Muitas palavras vãns
E um ponto final caloroso
Que fazia tanto sentido
Quanto as balbucias do novo leitor
Quem dera se tanta palavra
Se transforma-se numa só
Mas que fizesse sentido
Mesmo que não fosse a audição
Tão intenso como esse avião
Caindo... como num tropeço
Que mergulha surdamente
No expresso do prazer
*
SPP

15.4.08

Menu

Debruçada no menu
Fico a pensar
Folheio página por página
Numa leitura rápida
Sem graça
Monótona como as tardes
De uma terça feira sem fome
Como é complicado escolher
Um frango grelhado
Ou um namorado
Água sem gás
Natural, por favor!
Talvez um amor
Talvez mordidas
Temperadas à água e sal
Ou um beijo sabor chocolate
Biscoitos e chá matte
Talvez passe logo pra sobremesa
Sexo a la francesa
*
SPP

1.4.08

Moldura amarela


São tão constantes imprevistos
Neste ritmo rico em ruas e compromissos
Que preenchem o ar que eu respiro
E os endereços que reviso
São tantos delírios
Tantos nomes escritos
Na fumaça solitária sobre a janela
Minha moldura amarela
Vazia moldura amarela
Que olho o céu em noites calmas
Deitada em minha cama
E ao acordar
Corro este mundo pequeno
Passo as esquinas que enfrento
Passo você a dentro
Você me olha e eu olho você
Mas a gente não se vê
São tantas as distâncias
E você pode até me dar um gracejo
Mas a solidão não se desfaz com um beijo
*

SPP

22.3.08

Levado ao vento



Palavras são só palavras
Ao serem ditas
Nunca voltam atrás
Até que ponto são reais?
Até que ponto vivemos dela?
E só delas, para continuar
Se eu cair
Sua palavra vai me segurar?
E se eu chorar
Sua palavra vai ver?
Continuo a te escrever
Nos os espaços deixados
Entre suas palavras
Para te entreter
Em silêncio
Nas águas rasas
Deste rio que pula fora de mim
E corre directo para ti
Sem nunca encontrar
Perdido
Levado ao vento
Para as ondas do mar
Pousado nas minhas linhas
Escuro e fino
Como a tinta que vou usar
*
SPP

21.3.08

Hora certa

É incrível como estou sempre em cima da hora
Sempre correndo, frustrada atrás da hora certa
Atrasada pro estágio, pra faculdade, pro pilates
Sempre marcando o tempo
Sempre contando o tempo
Sempre comendo rápido
Pulando da cama
Fazendo fama
De artista no palco
E olhe que eu nem uso relógio
Nem uso o maldito relógio
Mas estou sempre atrasada
"Talvez se eu for direto dê tempo"
"Talvez se eu correr doa-me os joelhos"
Coitados dos meus joelhos
E no fim do dia sempre paro me perguntando
Cadê o tempo que eu perdi?
Pra onde correu o tempo que perdi?
Mal amanhece o dia e já anoiteceu
De minuto em minuto
Como corre rápido, o mundo
E eu nem te vi
*
SPP

17.3.08

Questionário


Um questionário para o qual a Bondage me desafiou!!!
1 - Altura? 1,52 m (na inspiração, como dizem minhas amigas).
2 - Que sapatos usar? chinelos
3 - Medo? de escuro
4 - Objectivos a alcançar? Ir embora
5 - Frase que mais usas no messenger? Oi Louli!
6 - Melhor parte do corpo? será que digo?! nãoooo
7 - Palavrões? pqp
8 - Lado da cama? o lado que a cama encosta na parede
9 - Tomas banho todos os dias? claro (de quê país veio esse questionário?)
10- Gostas de toalhas quentes? Adoro
11- Ursinhos de pelúcia? sou alérgica
12- Acreditas em ti mesmo? Sim! (isso está parece o mini mental teste)
13- Dás-te bem com os teus pais? O suficiente
14- Gostas de tempestades? Adoro
15- Esporte? No momento, Pilates.
16- Passatempos e hobbies? Meus compromisso usa (passa) muito do meu tempo, mas gosto de cinema, escrever, sair com os amigos, acarinhar meu gato.
17- Manias? será que tenho? devo ter alguma...
18- Quantas vezes o teu nome apareceu nos jornais? provavelmente, muito possivelmente, nenhuma.
19- Cicatrizes no corpo? uma no tornozelo, escondida por de traz de uma tatuagem.
20- De que te arrependes de ter feito? algumas coisas.
21- Cor favorita? verde
22- Um lugar em que nunca estiveste e gostarias de ir? Índia
23- Manhãs ou noite? Noitesss.
24- O que tens nos bolsos? Nada, de vestido, sem bolsos. Mas normalmente, papel de bombons.
25- O que farias se fosses Primeiro Ministro? Me demitia.
26- Namoras? Só nas férias.
27- Se te caísse a lâmpada de Aladin o que farias? Segredo
28- Se o mundo acabasse hoje às 23h59m que farias até lá? Sexo
29- Se tivesses um filho sem saber como, sem razão nenhuma, que farias? criaria ele longe da igreja católica.


Esta é a parte em que tenho que passar o desafio a 3 pessoas (¬¬) mas sinceramente não o vou fazer!!! Se alguém quiser responder a este desafio no seu blog estão à vontade, mas não obrigo ninguém!!!

9.3.08

Penumbra

Mas não é que aquela

lâmpada parece....

vela!

né?

8.3.08

Voltando


Agente vai assim...
Perdendo as palavras
Nos cantos da casa
Deixando-se invadir
Pelo branco marfim
Das folhas vazias
Soltas das minhas asas
Perdendo a rima
Nos bueiros das ruas
Perdendo o brilho da lua
Perdendo o aconchego da sua
Pele sobre a minha
Perdendo o poema perfeito
No tempo estreito
De um compromisso
E nada mais além disso
Passamos então, a correr
A pular e catar
Rimas soltas no ar
Juntar, formar frases enfiadas
No bloco do quase nada
Pra acabar de uma vez com esse mar
De frases e palavras ultrapassadas
Que já parecia acabar...
Mas voltei!
*
SPP

23.12.07

Banheira

Que toda sorte do mundo
Me banhe por inteira
Dentro de uma banheira
Aos seus beijos mudos
*
SPP

20.12.07

Navegando os sete mares

Te procuro nos mares
Nos mais variados lares
Te busco em todos os lugares
Vou correndo ou andando
Muitas vezes vou voando
Navegando os oceanos
Atrás daquele sorriso seu
As vezes me pergunto
Se você se escondeu
Ou se perdeu
Mas ainda sinto
Que te encontro
Em qualquer mar
Em qualquer breu
Que possa fechar os olhos
E me perder em seu eu
E me achar em seus braços
Presa em seus laços
Em seus beiços de mulher gato
*
SPP

12.12.07

Tonto

Minhas palavras
Tão incompletas se instalam
Nesta página aberta
Nestas vozes que se calam
Minhas falas
A nada interessa
Quando você me remessa
Para fora da sala
Mas quando você
Vem e completa meus versos
Meu sentido
Meus desejos dispersos
E acalma meu grito
Em teus beijos aflitos
De desejo e dor
Tudo se encaixa
Num amontoado de cor
E acabo rindo
Riso tonto de amor
*
SPP

28.11.07

Leitos e Jeitos

Quando perdi seu endereço
Perdi todo apreço
Por qualquer desejo
Esperei, então, estrela cadente
Pra pedir pela gente
Qualquer feito
Mas qualquer feito
Já parece impróprio
Improváveis leitos
Improváveis jeitos
De esperar
O que já parece próprio
Do que não mereço
*
SPP

26.11.07

Desfeito

Hoje apetece-me
Desfazer
Ser feita de rabiscos
Traços, riscos
Rascunhos apagáveis
De cores melancólicas
Como em fim de tarde
Hoje apetece-me
Desaparecer
Render-me
Ao chão, que abraça
Este corpo que já não sinto
Mas ainda assim minto
Alguma percepção
Hoje renego-me
Vou despir meu corpo
Torna-lo nu
Torna-lo só humano
Desfeito
Imperfeito
E cru
*
SPP

16.11.07

Deixo

Deixo
Todos os meus instantes
Em suas estantes
Pra quem sabe, você me pegar
Deixo

5.11.07

Navios

Ver-te

É matar a sede
Em sol a pino
É deitar em rede
Em fim de tarde
É dar luz a verde
E a vermelho Marte
Ver-te
É só ver versos
É só risos
É sorvetes
Ver-te
É como ver terra a vista
Mas ainda assim...
Ficar a ver navios
*
SPP

1.11.07

"Mimbora"


Enquanto o tempo não passa
Passo eu, a passos largos
Pela estrada
Partindo, parindo e repartido
Em busca de respostas
A um ponto nunca resolvido
E de ponto em ponto, pronto
Permaneço embriagado, embebecido
De tanta cachaça, aguardente, libido
Sendo arrastado, sendo consumido
Por tanta dor e amor só
Tanto prazer agarrado em dó
Ó...depois de tanta demora...
Eu vou é mimbora...
*
SPP

31.10.07

Meu mundo

Dando a vez para uma Bruxa neste seu dia querido!!!
***
Eu bebo chamas
E lambo almas
Eu como
Relâmpagos mudos
E visto calças
Eu converso
Com fantasmas
De olhos vivos
Que me vigiam
E me sussurram cantos
Enquanto durmo
Eu costumo
Olhar no fundo
Pra descobrir
O que não quer dizer
*
SPP